O carro mal conseguia vencer a areia e o cascalho da picada esburacada. Mas, depois de 1 hora e meia para rodar 30 quilômetros, se esgueirando pelos cerrados de Botumirim, o automóvel nãpo pôde mais seguir.

     Botumirim é uma pequena cidade, à beira do Lago de Irapé formado pela grande barragem no rio Jequitinhonha, no norte de Minas. Fica a 172 km de Montes Claros, 550 quilômetros de BH. É vizinha de Grão Mogol, a 41 km da cidade.

    Então, vieram 2 horas de caminha por uma trilha aberta a golpes de facão. A expedição do SUPERINTERESSANTE achou um belo tesou pré-histórico: a Pedra do Veado Pintado, que é familiar para alguns habitantes de Botumrim, mas que nunca tinha sido registrada por algum cientista.

    Nunca, até aquela terça-feira, 7 de julho. Junto com o repórter Denis Russo Burgierman, estava a arqueóloga Loredana Ribeiro da Universidade Federal de Minas Gerais, e o fotógrafo Omar Paixão.
       O quarto integrante da equipe, o guia Eliomar Geraldo Farias, o Loma, foi o grande responsável pela descoberta. Foi ele quem informou à SUPER da existência de imagens históricas inéditas naquela região.
        Cerca de um mês antes, Loma havia levado fotos dos painéis à redação da revista, em São Paulo. Com base nelas a excursão foi preparada. Graças a ele, a expedição foi um sucesso.

         Nos dias 7 e 8 de julho, os aventureiros vasculharam uma área de 5 quilômetros de raio, sempre a pé. Só usaram o carro à noite, para dormir no único hotel de Botumirim. Em dois dias, Loredana pôde mapear e registrar (em desenhos que reproduzem as imagens pré-históricas) seis paredões, nenhum deles ainda catalogado. Numa ficha, a arqueóloga descreveu a localização e a tradição a que pertencem os desenhos.

         À frente de um paredão, o solo estava forrado de instrumentos de pedra. Teriam sido deixados pelo autor dos desenhos? “ Não dá pradizer sem um estudo mais detalhado”, afirma a arqueóloga. Ma suma pista ela encontrou: certas pinturas lemram muito as de outro local, o Vale do Peruaçu, a 300 quilômetros deli, perto da divisa com a Bahia. O Vale é conhecido. É uma das mais bem estudadas e mais belas galerias do país. Estava decidido. Peruaçu seria o próximo destino da expedição.

Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres

Sítios registrados   

      No município de Botumirim, há 12 sítios aqueológicos registrados no IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

São eles: Abrigo I da Vargem da Estiva, Abrigo II da Vargem da Estiva, Barra do Gigante, Barra do Noruega, Lapa da Pindaíba, Lapa do Bugre I do Ribeirão Gigante, Lapa do Noruega, Pedra de Bugre, Pedro do Bugre da Vargem da Estiva, Pedras Pintadas da Fazenda Olhos DÁgua, Sítio dos Guimarães e Três Barras.

Fonte:   http://www.biciclo.teca.nom.br/   ,  portal.iphan.gov.br/Sitios e Revista SUPERINTESSANTE

Postado por Álbano Silveira Machado às sexta-feira, maio 21, 2010 

Marcadores: Botumirim, cultura, pinturas rupestres, pré-história

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